Colocar um limite de
dados na internet fixa irá impactar em como consumimos a internet
hoje. Segundo o Olhar Digital, com 2 episódios da Netflix de 50 minutos cada, ao fim do mês o consumo será de 180 GB. Agora acrescente os celulares da casa nas redes sociais, as fotos dos amigos no Facebook, aquele live tweeting assistindo ao Masterchef, os vídeos e gifs do twitter, as fotos de snapchat, as atualizações obrigatórias de aplicativos, seus jogos online. Quanto você acha que consome por mês de internet? Fez as contas? Agora, a notícia: o maior plano de dados oferecido é de 130GB por mês. O que você terá que deixar de fazer online todos os meses?
Não só mudaremos o uso da Netflix em casa. Será o fim de maratonas aos fins de semana e daquela soneca enquanto passava o filme. Torrents e downloads também sofrerão (embora ninguém possa admitir que baixe coisas na internet) e outros streamings de vídeos (embora ninguém possa admitir que assista àqueles tipos de vídeos mais adultos). Spotify, Superplayer, Hangouts e Periscope também sofrerão muito, já que streaming se tornará quase um palavrão.
Será muito ruim também para
todos os blogueiros e podcasters que se sustentam vendendo
entretenimento online. Canais gigantes do Youtube como o Porta dos Fundos e muitos vloggers perderão muito de sua audiência. Além de que, muitos canais pequenos podem sumir, por conta do gasto de dados no upload de vídeos.
Como o Itaú poderá
dizer que é digitau se poucos irão querer perder tempo digitando um
código de barra gigantesco para pagar uma conta? Internet Banking
sairá da rotina do brasileiro comum. Lojas online também perderão clientes. Quanto tempo (e dados) se gasta navegando nas páginas até encontrar algo que queira e ainda ter que preencher o cadastro para efetuar a compra? Diga adeus para as horas navegando no Submarino ou na Saraiva buscando aquele livro legal ou aquela oferta decente no Mercado Livre.
Os serviços na nuvem podem ser prejudicados, já que levamos um tempo atualizando aquela tabela no Excel online. Redes sociais também
sentirão o impacto, e com isso, todo o Marketing Digital. Menor
visualização, menor alcance, menos consumidores. A conta é simples.
E claro, há também o
E-Sports. Demorou muito tempo, mas finalmente ele estava ganhando
cada vez mais espaço na mídia, sendo respeitado e atraindo um
grande público. Como jogar e treinar em casa com o consumo limitado? Talvez seja o renascimento das lan houses, já que, por enquanto, esse pacote de franquias não seria aplicado a empresas, somente a pessoas físicas.
O ensino a distância
sofrerá bastante também. Os cursos em geral tem vídeos longos, e às vezes há a necessidade de voltar o vídeo até se aprender o que está lá. A maior parte dos brasileiros usa os planos de 1 e 2MB. Esses planos terão algo como 10GB
de franquia por mês (!!!). Muitos não poderão migrar para um plano maior de
consumo de dados por conta dos preços altos e não vão conseguir estudar como planejado.
Se o jornalismo
impresso estava achando que a internet poderia ser seu fim ou sua
salvação, más notícias. Poucos irão querer gastar seus dados
lendo algo que poderá passar na TV (e de graça). Foi graças à internet que muitos jornalistas e estudantes puderam trabalhar de verdade, expondo os fatos sem as distorções das grandes mídias e grandes patrocinadores. Se o brasileiro comum lê pouco, estou certa que esse número irá diminuir ainda mais.
O motivo dessa mudança na forma de vender o uso da internet é óbvio. Estamos entre os mais conectados, os
mais interessados e participativos na internet mundial. Segundo dados da IAB em 2014, 39% da população passa 20 horas conectados na internet por semana, enquanto a maioria do público da TV, 49% passa entre 3 e 6 horas semanais. Some-se a isso a perda significativa de clientes nas empresas de canais a cabo. A Claro perdeu 650 mil assinantes, Sky quase 200 mil e a Oi perdeu 134 mil assinaturas. Limitando o consumo da internet, tenderemos a voltar para a segunda opção favorita de entretenimento, a TV.
Por enquanto, essa mudança só é válida para conexões ADSL, as fibras óticas estão livres dessa medida (até quando, é uma boa pergunta). Contra essa ideia, a maior mobilização que eu vi, até agora, é umapetição onlinepara que a Anatel e o Ministério Público proíbam esse plano de entrar em vigor (a Vivo anunciou que os planos atuais serão mantidos até dezembro de 2016). Porém não sei se isso será eficiente o suficiente. Não estou só preocupada com o quanto terei que pagar para usar a internet que uso atualmente.Estou preocupada com essa sensação horrível de todos nós estarmos sendo podados no que podemos usar, aprender e divulgar com a internet.
P.S.: Digo tudo isso porque a minha experiência com franquia de dados móveis é terrível. Tenho que escolher se usarei o whatsapp, o twitter, o uber ou o instagram. Usando um desses já aparece a mensagem de que acabei com a franquia do dia e tenho que gastar mais para continuar usando. Se for para ser como é minha internet no celular, se preparem, porque será horrível.
O Think Olga fez uma pesquisa rápida sobre cantada nas ruas e o resultado me surpreendeu. A quantidade de mulheres que tinham histórias violentas sobre desconhecidos mexendo com elas na rua é muito alta.
*Comentário do macho que quer se justificar: "Talvez a maioria que sofreu esse abuso tenha participado da pesquisa e as milhares de mulheres que andam de micro short sem serem incomodadas não participaram. Logo, os números altos seriam facilmente justificados. É só uma simples questão de estatística.
Mas eu, como mulher brasileira que não tem carro e faço a maioria dos percursos à pé, concordo com essa pesquisa. E mais: as minhas amigas que compartilharam ou comentaram sobre essa pesquisa no facebook tinham histórias parecidas. A cantada na rua, de fato, incomoda.
É interessante ver como os homens parecem invadidos, né? Indignados, bravos, xiliquentos, né? Homem não sabe receber um elogio que já faz drama.
Eu não uso shorts curtos para ir ao mercado em um dia quente. Jamais combinei saia com salto e meus vestidos são na altura do joelho. Minhas regatas tem decote sim, mas sempre uso uma blusa ou camiseta xadrez por cima.
Talvez esse medo de me "expor" na rua (um homem sem camisa nunca se expõe, mas mulheres aparentemente são peças de museu que podem ser expostas para pública apreciação) tenha vindo de um dia na volta do colegial pra casa. Eu tinha 14 anos na época e estava subindo uma rua. Atrás de mim, dois homens começaram a mexer comigo. Me chamaram de linda, princesa, gatinha e dali pra baixo foi rápido. Eram duas da tarde, e eu pensei que se fosse mais rápido eles me deixariam em paz. Mas acho que a visão da minha bunda se movimentando mais rápido os animou. O que eles falavam que iriam fazer comigo pra mim soava como um estupro coletivo. "quero enfiar nessa sua bunda aqui, agora" o outro dizia "depois vou meter tanto nessa sua buce** que você nem vai conseguir andar" .
Essas coisas ditas para uma menina de 14 anos. Eu chorava e tinha medo de correr e eles irem atrás de mim. A rua estava vazia e tudo que eu queria era sumir dali. Doze anos depois lembrar disso me faz segurar lágrimas de medo. Me arrepia.
Homens não são animais no cio com incontroláveis necessidades de cópula. Vivemos em sociedade há milênios e essa história de "é a natureza do homem" é uma desculpa. Homens não são gorilas recém domesticados para servir jantar fino em buffet. Mexer com mulher na rua não é natural, é cultural.
Não culpem os programas de TV. Eles influenciam e corroboram com objetivação da mulher, sim. Mas não são os principais culpados. Vocês podem achar as mulheres na rua bonitas e gostosas. Podem imaginá-las de enfermeiras amarradas na sua cama com polvos estupradores em volta. Mas não há a menor necessidade de contar isso pra ela.
Também teve outra vez que um motoqueiro achou que eu era uma prostituta no ponto de ônibus às onze da noite e quando percebeu que eu não era, disse "nem queria mesmo, você é feia".
Ou um outro motoqueiro que me seguiu por quase uma avenida inteira perguntando se eu tinha certeza que não fazia programas. Eu estava de rasteirinha e saia longa indiana. Eu dizia que não, ele entrava na primeira esquina que via, fazia um retorno pra avenida e voltava a falar comigo, dizendo que ia ser rapidinho e que eu iria gostar.
Ou a vez em que eu estava voltando às seis da manhã da casa de um amigo e percebi que os passos atrás de mim estavam mais rápidos e mais perto. Tomei coragem e olhei pra trás. O cara estava com o pau em uma mão e a outra numa nítida posição que iria me puxar pelo pescoço.
Também tem os caras que roçam "sem querer" em você no metrô, mas ao invés de um "desculpa" vemos um sorrisinho. Já sentei ao lado de um cara de uns 40 anos que estava se roçando na minha perna num claro movimento de vai e vem que ficou mais rápido durante um tempo e depois parou com um suspiro de satisfação.
Essas são algumas histórias que eu me lembrei enquanto escrevia esse texto. Tenho certeza que não sou a única, faço parte da incrível maioria de mulheres que são vítimas desse tipo de violência tratada como "elogio de um homem à uma mulher bonita".
Eu, que não uso decotes, saias ou vestidos curtos e justos. Não digam que eu estava procurando e querendo um desconhecido me agarrando pela nuca com o pinto na mão porque garanto que isso entra na categoria "pesadelo" e não "fetiche".
"Aaaaaah, mas quando você passa num prédio em construção você fica triste se não ouve um fiu-fiu".
Querem saber a verdade?
Eu me sinto aliviada. O único "fiu-fiu" que eu lembro de ter gostado foi na saída do cabeleireiro. Estava preocupada se eu tinha acertado na cor e no corte quando um senhor passou por mim e disse: "você está muito elegante!" eu sorri.
Cantadas na rua não são, de forma alguma, bem-vindas. "Ah, mas na balada é diferente". Mas... você jura? Não me diga!!! Ouvir um "linda" num lugar fechado, estando com pessoas conhecidas por perto e num lugar onde xaveco e paquera rola solto é uma coisa. Não poder ir para a balada de vestido com medo de quem vai passar a mão em mim no trajeto é que é o problema.
Mas veja bem. Todas as minhas roupas, maquiagem, cabelo e tudo o mais são para me sentir bem para aqueles que eu conheço. Não vejo o mesmo assédio em homens musculosos sem camisa andando pela rua. Não vejo nenhuma mulher talking dirty, passando a mão, falando no ouvidinho... Pode parecer engraçado na sua cabeça, mas pense em ser assediado por um desconhecido maior que você e com muito mais força física que você.
Se eu pudesse viver num mundo onde nenhum desconhecido nem esperasse eu passar pra olhar minha bunda eu seria uma pessoa muito mais livre. E talvez até usasse shorts sem meia calça e tênis. Quem sabe um vestido curto? Ou uma saia acima do joelho? Será que eu poderia sair sem jaqueta em pleno verão para não passar calor?
Essas dúvidas não são só minhas. Mas de todas as mulheres. E essa pesquisa é só uma forma de fazer vocês homens entenderem o quão invasivos, malas, nojentos e assustadores vocês podem parecer com um "inofensivo" "Bom dia, sua linda".
E essa semana é a segunda semana do meu projeto de um ano de emagrecimento. No post anterior eu desabafei, contei meus medos e minhas constantes vontades de desistir. Porém, essa semana, só para não ficar feio aqui: eu não faltei um dia na academia. Fiz tudo do jeito que tinha que fazer. Não comi carboidrato à noite. Enfim, um exemplo para ser seguido pelas revistas de boa forma.
Aí subi na balança para saber se já tinha dado algum resultado e....
ENGORDEI UM QUILO E MEIO!! UHULLLLLL
VALEU BRASIL!!!
E é isso aí, gente! Meu plano agora vai ser: comer cada vez menos, fazer cada vez mais exercícios em busca da obesidade mórbida! É isso mesmo, galera! Quem sabe se eu continuar comendo frutas, diminuindo o açúcar, fazendo mais exercícios, comendo de 3 em 3 horas e bebendo mais água meu corpo atinge o peso IDEAL para uma bariátrica, hein?
É isso, aí!!! Não vou desistir agora, né? Se a cada semana que eu fizer exercícios e comer melhor eu engordar UM FUCKING QUILO E MEIO, em 52 semanas serão 78 kg a mais!!! Uhuuuulll!!!! Não vou desistir agora!
Vamos ver o que a próxima semana me reserva, hein? :)
Olá, pessoal! Eu sei que a ideia do Crônicas é eu postar uma crônica por semana (às quintas) por aqui, mas 1) o blog é meu (e só meu) e 2) estou esperando meu cabelo secar um mínimo aceitável para que eu possa usar o secador. Hoje eu vi um post que me tirou dessa pseudo-depressão que eu estava e me alertou para muita coisa. O post é da Gizmodo e você pode saber por que sua lista de afazeres não funciona clicando aqui.
Basicamente, o post diz que seu cérebro foi feito para realizar TAREFAS. Se você coloca na agenda "emagrecer" isso é um PLANO e não uma tarefa. A tarefa será, por exemplo "correr 5 km às quartas-feiras". Beber 2 litros de água por dia não é uma tarefa, é um plano, afinal você não é um camelo, certo? Então se reorganizar para executar e agendar TAREFAS funciona dez vezes mais do que planos. E para executar planos, anote o PLANEJAMENTO, cada etapa e quais tarefas são necessárias. E esse post é sobre um plano: EMAGRECER. Mas por que raios eu sempre falo em emagrecer e nunca consigo?
Meu problema: saúde
Eu sempre reclamei (aqui e aqui) no blog da minha incrível dificuldade para emagrecer. Eu corria, comia bem, fazia atividades físicas e minha balança sempre sobe. Eis que há dois anos descobri que tenho hipotireoidismo. E o que é isso? É um problema genético (minha vó tinha) e sem cura. A tireoide controla o metabolismo do nosso organismo, entre outras coisas. Quem tem hipotireoidismo pode ter:
sonolência
ansiedade
falta de fome
queda de cabelos
unhas fracas
dificuldade para emagrecer
aumento do colesterol
depressão
surdez
Quando eu descobri minha condição, meu colesterol estava acima do dobro permitido para a nossa saúde. Meus cabelos caíam sempre, eu dormia 16 horas por dia, não tinha fome, minhas unhas nunca cresciam e eu estava fazendo terapia para controlar minha ansiedade e depressão. Eu tenho que tomar remédio para o resto da minha vida, fazer exames de sangue a cada 6 meses e ter um cuidado extra com meu peso simplesmente porque: meu corpo não consegue emagrecer com a mesma facilidade que um organismo normal.
Minha mudança de peso
Eu nunca fui magra. Nunca alimentei o sonho de ser modelo. Também nunca fui fã de bacon ou coisas gordurosas, doces ou fritas. Meu corpo tem formato ampulheta, isso é, meus ombros são da largura do meu quadril e minha cintura é mais fina. Meu problema está na barriga, sempre tive muita gordura nessa região. Mas, aos 15 anos eu pesava 48 kg com incríveis 1,57m. Minha altura não mudou em 10 anos, mas meu peso sim. Hoje peso 75 kg.
As fotos a seguir são chocantes.
Essa, de VESTIDO JEANS (AI SOCORRO, ESQUADRÃO DA MODA) era eu com 48 kg:
Quando eu entrei na faculdade, estava com 54 kg:
Uma faculdade depois, cerveja, hipotireoidismo, término de namoro e morte de cachorro depois. Eu, com 74 kg:
Eu sou a de camiseta bege.
Dá para ver o quanto eu fui "indo para os lados". Eu não virei uma bolotinha, eu apenas fiquei mais larga. De sutiã M fui para o "tamanho especial". De 38 fui para 46 nas calças jeans. E isso fere muito a minha auto-estima. Principalmente porque eu não como tudo que eu quero e eu faço atividade física.
Mas o difícil mesmo é ter a perseverança e não desistir mesmo depois de 4 anos tentando emagrecer e falhando terrivelmente em todas elas. Ver gente emagrecendo com menos esforço ou comendo mais e não engordando tanto magoa. Magoa e muito. Mas eu tenho uma doença e preciso me esforçar mais do que uma pessoa comum.
Minha alimentação
Não vou dizer que eu sou a rainha da alimentação saudável, mas eu me permitia uma alegria no bar uma vez por semana. Também tomava umas duas latinhas de cerveja durante a semana. Nunca fui de comer besteria todo dia também. A época que eu comia um pacote de bolachas foi há dez anos. Essa páscoa, ganhei uma barra de 250 g de chocolate amargo e ela ainda nem está na metade. Mas meu plano é: comer frutas todos os dias e a cada 3 horas comer algo. Além de cortar carboidratos à noite. Cortar refrigerantes e massas. Vamos ver no que vai dar.
Meu limite
Eu passei quase 3 meses direto indo à academia. Resultado: consgeuia correr 5.2 km em 1 hora, alternando caminhadas de 2 minutos e corrida de 1 minuto. Passei 3 semanas sem ir, hoje, quando voltei, fiz os 5 km em 63 minutos, e só consegui alternar até os 25 minutos. Depois caminhei o resto do tempo. Meu objetivo: conseguir correr 5 km em menos de 55 minutos em dois meses.
Atualmente, meu porcentual de gordura é de 39%. Quero diminuir 2% em três meses. A ideia é eliminar 1 kg por mês. Nesse vídeo, dá para ter uma ideia de como o corpo emagrece:
Se as mulheres da Boa Forma bradam com orgulho que conseguiram eliminar 15 kg com 1 mês de yoga, pensa como eu me sinto em 3 meses de academia, 2 % de gordura a mais e o mesmo peso. Já cheguei a tomar remédio tarja preta, que prometia eliminar 3 kg e com meu organismo foram 800 g. Eu chorei por horas. É muito dificil ter disposição, vontade e esperança quando com você é assim. Uma odisseia em busca do corpo ideal.
Meu corpo, além de ser em formato de ampulheta, tem facilidade em ganhar massa muscular e dificuldade de perder gordura. Meu corpo é endomesomorfo. Sou um ser híbrido, risos. Para saber mais sobre os tipos físicos, clique aqui.
Assim, eu não posso exagerar na academia para não virar um clone do Conan e tenho que dobrar a intensidade dos aeróbicos.
Conclusão
E esse post é para eu ser obrigada a ir 3 vezes para a academia e registrar aqui, nessa nova tag, a minha odisseia. Não será feita em sonetos, não tem um herói contra um monstro gigante do mar. Nessa odisseia, eu sou a heroina e voltar a dançar dança do ventre é meu desafio. Quero vencer de uma vez por todas esse monstro que se chama gordura. E essa jornada começa hoje e acabará em abril do ano que vem. Uma vez por semana vou vir aqui para mostrar como está meu planejamento e o que eu fiz durante os sete dias entre essa quarta e a próxima.
Alô, Fantástico! Chama eu para um quadro!
Há umas três semanas tenho me sentido vazia. Estava sem vontade de fazer qualquer coisa que fosse. De sair da cama a voltar pra casa depois de um longo dia no trabalho. Não entendia de onde esse desânimo todo vinha até que, depois de uma sessão de terapia, descobri a fonte: um simples comentário.
Esse comentário era algo como "ninguém aqui é amigo de ninguém. Só trabalhamos juntos". E foi isso que caiu como uma pedra gigante na minha alma. Depois de todas as noites mal dormidas, todos os finais de semana gastos, as escolhas entre diversão e trabalho, nada disso valeu para ter uma amizade? Como me esforçar então?
Antes da faculdade, eu tinha mais de vinte amigos. Mas desses que se confia, que se sente saudade. Amigo de verdade. Durante a faculdade, uns 7. Hoje, 2.
E esse vazio todo é porque antes meu coração tinha muita gente. Hoje tem espaço de sobra. Dizem que "cabeça vazia é oficina do diabo". Eu acho que "coração vazio é diversão para seus demônios". Não daquele de chifres e roupa colante vermelha. Daqueles dos pensamentos que te assombram à noite.
Levei muito tempo para aceitar trocar de padrões. Agora e por enquanto, vou viver apenas para ME satisfazer. Irei estabelecer ações e etapas para atingir meus objetivos. Não vou mais me entristecer por quem não se importa comigo.
Claro que isso vai me fechar ainda mais. Mas vou me preocupar em abrir mais espaço no coração quando essas feridas se curarem. Mais fácil alugar um lugar quando ele está reformado, ne?
Todos os dias que volto pra casa de fretado, eu caminho até essa casa que nem fica na mesma rua do meu ponto de ônibus. Hoje me peguei pensando no porquê.
Eu gosto de ruas com árvores, odeio o cinza do concreto. Primeiro porque em São Paulo é muito difícil para as estruturas resistirem ao clima úmido da capital. Daí que o cinza se destaca, descasca e apodrece. Segundo porque é a cor predominante na cidade e é uma cor triste.
Outra coisa que me atrai nessa rua é a falta de movimento. Muitos carros traz bagunça, barulho e gente se xingando sem motivo.
Mas a minha parte favorita dessa casa é o muro. Não pensem que ela é uma casa tipicamente paulistana: cercada de segurança contra qualquer tipo de violência. Não, essa casa tem um muro baixinho, do tamanho perfeito para que eu me apoie nele.
No quintal dessa casa tem árvores e flores. E eu fico imaginando quem cuida delas. Como essa pessoa mora em São Paulo, tem um muro baixo e ainda tem tempo para cuidar de suas plantas?
E aí é o momento em que sorrio desejando que essa pessoa seja eu. Que essas sejam as minhas preocupações, que ter uma casa despreocupada e com plantas sejam parte da minha vida.
Dizem que São Paulo é uma cidade onde a vida não é simples. Aqui você escolhe entre carreira ou hobby; descanso ou happy hour; felicidade ou pró atividade. É por isso que eu quero sair da capital. Buscar minha casinha feliz.
Então meu tempo acaba, volto pro ponto e entro no fretado. Volto pra Guarulhos, para as ruas e avenidas movimentadas, pra minha rua cinza, pra minha casa cinza, com portões grandes e pesados. E torço para que, em breve, eu possa escolher pela minha felicidade.
Em outros posts aqui, eu já tinha falado sobre minha grande dificuldade de emagrecer. De dietas malucas, exercícios e só vendo aqueles números ficando cada vez maiores na balança (e na vida, no guarda-roupa e em todo o resto).
A faculdade acabou e eu fiquei em casa. Desempregada, usei meu tempo livre e descobri todo o mistério que residia nessa dificuldade toda: eu tenho hipotireoidismo.
Essa doença bacana aumenta o colesterol, não tem cura, faz cair cabelo, enfraquece unhas, dá desânimo, ansiedade e depressão, além de dificultar o processo de emagrecimento.
Eu tinha tudo isso aí além de dormir 16 horas por dia. O que parecia preguiça, folga ou descaso tinha um nome e uma consequência: remédio pro resto da vida e exames periódicos de sangue. Logo eu, que tenho pavor de agulhas.
Mas antes de achar que meus problemas acabaram quando eu descobri que tinha a doença, eu tinha também um agravante. Meu colesterol estava altíssimo, mais que o dobro recomendado.
Faço o tratamento desde então e hoje minhas unhas crescem, meu cabelo não cai, meu colesterol está adequado e durmo inacreditáveis cinco horas sem morrer de sono ao longo do dia. Antes, sem remédio, eu era quase uma narcoléptica, dormia no trabalho sem nem perceber que estava dormindo.
Mas meu grande problema ainda é aquele primeiro que me levou à endocrinologista. Não consigo emagrecer. Já são 27 quilos desde os 17 anos.
"Ah, Deborah, mas isso é todo o bacon que você come"
Na boa, eu como menos besteira que os outros e faço mais atividade física.
Eu sei que com essa condição da tireóide, eu tenho que me esforçar mais que os outros. Mas é tão desanimador não ver o ponteiro da balança abaixar! Também sei que não vou emagrecer o que levei quase dez anos em três meses, mas seria ótimo um inventivo, sabe?
Ainda estou no primeiro desafio de emagrecer: frequentar uma academia por três meses seguidos. O desânimo com o peso me faz parar de frequentar antes.
O lado bom é que dessa vez parei de ir faltando duas semanas para completar três meses.
Vou elaborar um plano de metas e vou publicar aqui. Mas hoje vou à academia fazer uma avaliação e encarar novamente o "desafio dos três meses". Dizem que se você for 3 meses na academia, você vicia e não sai mais. Já são quatro anos tentando. Vamos ver se dessa vez eu consigo.
Eu sou uma pessoa um tanto quanto eclética quando o assunto é música global. Vou de americanos a bandas de pop coreano, com um simples “next” do celular. Mas tem um DJ japonês que é um dos meus favoritos quando o assunto é “relaxar”. Com vocês, DJ Okawari:
Estava ouvindo essa música pela manhã, no caminho do trabalho, e comecei a lembrar do meu caleidoscópio e dos meus outros brinquedos de criança. Excluindo meu Pense Bem, Genius e o Atari, todo o meu dia era dedicado a brincadeiras com um aparelho que fazia etiquetas, um que eu nunca soube explicar muito bem mas que tinha figuras do Vila Sésamo e um caleidoscópio. Às vezes eu me sentava perto da janela da sala, para ficar bem claro e ficava olhando pelo caleidoscópio, vendo as formas estranhas e únicas que ele formava.
Ao prestar atenção na música, não conseguia lembrar como um caleidoscópio funcionava, muito menos quais as formas o meu fazia. E fiquei ali, ouvindo aquela música e pensando o quanto eu perdi da minha infância. E também no quanto as infâncias de hoje não brincam com coisas legais sem ser digitais. Inclusive, no sábado passado eu tive que usar um guia de ruas, sem ser um GPS do meu celular. Quem disse que eu lembrava mais como interpretar um mapa?
Fiquei um pouco triste de saber que esses conhecimentos analógicos estão cada vez mais esquecidos. Pretendo procurar um dia desses nas minhas coisas antigas, alguns dos meus brinquedos velhos para me divertir offline também.
A correria de São Paulo mal deixa tempo para repararmos na cor do céu ou nas nuvens. Eu considero essa atividade como "um tempo para mim". Quando olho o céu, não penso em minha rotina ou em minhas obrigações. Penso na sensação de atravessar uma nuvem, como tudo fica pequeno lá do alto e na ideia de como seria nadar no ar, em queda livre. Meu cantinho para relaxar e esquecer do mundo é lá no alto, vendo como tudo é irrelevante quando comparado com a imensidão do céu.
Voltando pra casa, esperando meu ônibus, escuto duas senhoras conversando. O que me surpreende é o assunto. Nada de doenças, INSS ou netos. Elas estão falando sobre um passarinho que anda na calçada. Passarinho paulistano, anda a passos rápidos, precisos.
"Tadinho do bichinho. Difícil de ver um hoje em dia, né", diz a primeira senhora.
"É um João de barro" diz a segunda.
"O que ele tá fazendo?"
"Ele tá querendo água. João de barro adora andar na terra bem molinha".
Ah, calma lá. Como a senhora pode ter alguma ideia dos hábitos de um provável joão de barro?
"Perai q eu vou dar água pra ele". A segunda senhora se levanta e vai até o meio fio. Abre sua garrafinha de água e joga um pouco no chão e na parede, perto de uma árvore. Enquanto faz isso, ela diz: "Quando eu era pequena, tinha um monte desses onde a gente morava".
Ahh... Ok. Ela sabe que é um joão de barro. Mas eles não vão beber essa água suja...
O passarinho paulistano tinha olhado para a senhora durante todo o tempo em que ela jogou água no chão. Aos poucos foi se aproximando da pequena poça feita pela segunda senhora. Em poucos segundos, ele e um outro estavam bebendo a água da calçada.
Me pego olhando para os dois pássaros, menores que meus pés. Tão pequenos, tão bonitos, tão vivos. Até esqueço do meu ônibus.
"Quando a passarinha trai o joão de barro, ele fecha a casinha com ela dentro."
Tão pequeno, tão bonitinho e tão vingativo.
Chega meu ônibus. Subo. Quando eu crescer, quero ser como a segunda senhora e conversar sobre passarinhos.
Se você pegar a minha agenda, vai ver que todas as quintas-feiras tem uma coisa para ser feita "postar no Crônicas a Ninguém". Como podem ver, eu não tenho realizado muito bem meus compromissos nem comigo mesma.
Eu fico pensando, todos os dias, em fazer o post sobre como foi a minha cirurgia de miopia, o pós operatório, as vantagens e as desvantagens de ter tirado os óculos. Mas nunca encontro o que eu realmente quero escrever, aquela vontade de ver essa tela em branco ganhar palavras e parágrafos.
E hoje eu cansei. Cansei de adiar, de deixar para a próxima quinta-feira. Por que postar apenas às quintas-feiras? Quais foram meus motivos para postar apenas antes das sextas? Não lembro muito bem, mas deve ter algo a ver com as postagens no Garotas Geeks. Cansei também de adiar tudo, de deixar não apenas essa atividade para a próxima oportunidade. Hoje eu cansei.
Às vezes a gente leva anos para perder uma mania. Enrolar os cabelos com os dedos, morder canudinho de refrigerante, estalar as dedos. No meu caso, minha pior mania é deixar tudo na metade. Não chega a ser uma mania incontrolável, mas tenho sérios problemas com isso. Eu acho que, no fundo, tenho medo de ver terminado algo e descobrir que ele ficou uma merda, daí que eu vou deduzir que tudo que eu faço é uma merda. Ou seja, se eu não terminar, eu não sou uma merda, na verdade eu só não tive tempo de provar que eu sou boa no que faço.
Mas eu terminei a faculdade. Foi aos trancos e barrancos, é verdade, mas terminei. Eu consegui. E tenho mantido minhas obrigações com o GG em dia, e pasmem: irei pagar meu segundo mês na academia que eu tenho ido QUATRO vezes por semana durante toooodo esse tempo. E esse post é um compromisso para mim, para que eu saiba que dessa vez tem algo a mais que uma simples frase na minha agenda dizendo o que eu devo fazer. Dessa vez, eu QUERO fazer tudo que tem na minha agenda. Acho que estou mudando mesmo. E para melhor. :)
Eu sei que tenho andado meio sumida por aqui. Sei também o quanto é difícil para mim me abrir assim, para toda a internet. Dizem que geminianos falam muito sobre poucas coisas e nada sobre muita coisa. Acho que, de todas as pessoas que já conheci na minha vida, nenhuma sabe de tudo que eu poderia ter contado. É que simplesmente eu acho que não é do interesse delas saberem de certas coisas. Ou talvez eu tenha medo de perdê-las se contar algumas coisas sobre mim. Se penso isso de pessoas que me conhecem há anos, como posso abrir meu coração para uma página em branco com o cursor ali, nervoso, ansioso, esperando que eu desabafe tudo que quero?
Mas mantenho muito mais ativo meu tumblr. Além de ser mais fácil de atualizar, posso colocar todo o nonsense que a internet oferece. E nisso agradeço meu ex, porque foi com ele que aprendi a gostar de coisas sem sentido algum (não que ele fosse alguma coisa sem sentido, acho inclusive que ele fez a maior parte com sentido da minha vida). E quase uma semana atrás recebi uma pergunta anônima no tumblr sobre o que era o jornalismo. Nem respondi porque estava com preguiça. Mas aí, a pessoa perguntou de novo. Dessa vez, com um texto mais curto, mostrando que ela queria minha opinião, mas também estava um pouco sem paciência para me convencer a escrever só pelo carinho e tudo o mais.
Eu respondi a essa pessoa o que é o jornalismo para mim. E venho aqui copiar o que escrevi lá porque acho que alguns estudantes que pensam em cursar jornalismo podem ver o texto e se interessar pela profissão ou desistir logo de uma vez dela. Inspirada naquelas "cartas a um jovem..." copio abaixo minha própria "Carta a uma jovem vestibulanda que quer cursar jornalismo".
"Cara.. Jornalismo é overrated. Na época de Machado de Assis, jornalista tinha o mesmo status de um advogado ou médico. Hoje, não é mais assim. Muitas empresas usam do nosso ego de aparecer em algum lugar para nos “fazer comprometer mais com a empresa”. Eu chamo isso de escravidão. Eles fazem você ficar horas a mais, não pagam muito bem as horas extras e te obrigam a perder o final de semana ou o feriado, já que a notícia nunca para. Um amigo meu estagiava num jornal e ele basicamente não tinha vida na época de estagiário. Hoje que é efetivado, continua não tendo. Se você não é ultra apegada à sua família ou a dias de descanso, então você vai gostar de jornalismo diário. Eu simplesmente não tenho organismo para aturar pressão 24 horas do dia. Se você não tem vergonha da câmera, saiba que poderá trabalhar de graça para grandes empresas (tenho uma amiga que trabalhou numa tv por 6 meses todos os dias sem receber nada). Se você não tem vergonha da sua voz, saiba que muita gente também curte rádio (é só ver a qtde de podcasts por ai). Se você gosta de um único assunto, então faça letras, porque com jornalismo muito raramente você irá trabalhar com aquilo que gosta o tempo todo. Agora, se você gosta de trabalho em grupo, correria, e não se importa com gente morrendo, você vai se dar bem no jornalismo. Costumamos pensar que Jornalismo é glamour, mas minha primeira matéria para um jornal era de um cara que tinha caído de paraquedas. Como ele não tinha morrido, a matéria não vingou. É esse sangue frio que se precisa. Não cobriremos SPFW todos os dias da vida, nem entrevistaremos o Brad Pitt sempre. Terão muitos acidentes em rodovias antes disso. Para mim, a Unesp foi o melhor momento da minha vida. Sofri, chorei, descobri o pior em mim, enfrentei meus monstros pessoais, meus traumas. Aprendi a viver sozinha, larguei minha carência afetiva. Enfim, cresci. A Unesp, sem dúvida, me tornou uma pessoa melhor. Recomendo a todos que façam faculdade em outra cidade. O crescimento pessoal é inacreditável. Já o curso da Unesp é muito bom, embora muitos digam o contrário. Como a faculdade é publica, prepare-se para greves, festas, manifestações, palestras, falta de professores e tudo o mais. No entanto, te garanto que a maioria do que aprendi na Unesp foi mérito meu. Eu fui na biblioteca e devorei tudo que vi pela frente. Em menos de dois anos eu tinha lido mais de 48 livros. De clássicos da literatura, passando por filosofia, antropologia, psicologia, arte. Eu li muito e não é nem 1/5 do que a biblioteca te oferece. Os projetos extra-curriculares também foram muito importantes. Neles você irá aprender o que é trabalhar de graça e quanto vale o esforço. Eu sofri muito na faculdade, tive poucos amigos, muitos momentos de choro desesperados. Mas tive também muitas risadas, muitas alegrias e muita cerveja. Se você realmente ama escrever, mas não teria problemas se alguém pegasse seu texto e limpasse o cocô do papagaio com ele, então faça jornalismo. Se você é apegada demais às suas palavras, faça letras e escreva livros. Se você quer uma vida com salário baixo e muito trabalho, você se dará bem com o jornalismo. A primeira vez que deixei de escrever “estudante” na parte de “profissão” nos formulários e passei a escrever “Jornalista” foi um dos momentos mais felizes da minha fase adulta. No ano que eu passei na Unesp, eu passei em Engenharia Florestal na Ufscar. Quando eu descobri isso pensei “uia! agora poderei ficar rica!” mas quando passei na Unesp minha alegria foi muito maior. Minha mãe olhou para mim e disse “Você quer ser pobre na vida, né” Eu acenei a cabeça, contendo as lágrimas de felicidade. Ela continuou “Então vá fazer jornalismo, minha filha. É o que você quer”. Eu nunca pensei que o jornalismo fosse outra coisa. Li muito e pesquisei muito. E nunca me arrependi da minha escolha. Escolha bem você também. Boa sorte. :)"
Engraçado como são necessários anos de amor, companheirismo e respeito para se ganhar uma amizade de verdade. Mas basta apenas uma coisa para abalar toda essa estrutura.
Eu não tenho nenhuma religião, por isso não temo a morte. Para mim, acontecerá com o meu corpo o mesmo que acontece a um animal qualquer devorado por um crocodilo. Não, não espero morrer e ir para o estômago de um réptil. Mas acho que quando você morre, game over. Acabou.
Por isso vivo tão intensamente meus relacionamentos com as pessoas que me cercam. Se eu quero te abraçar, eu irei. Se quero te chamar de xuxu, paxão, amore, eu vou chamar. Se estou com raiva de você, vou te mandar à merda. Mas raras vezes eu guardo algo por muito tempo. Porque guardar coisas por muito tempo faz mal, magoa e dói.
Para mim, o dia de ano-novo não significa muita coisa. Acredito mais no poder da data de aniversário. Não na minha, mas nas datas daqueles que eu gosto. Porque eu sei que talvez eu nunca mais veja aquela pessoa de novo, mas quero que ela saiba que, durante o ano que ela passou comigo, eu gostei muito da companhia dela. Aprendi em Bauru que algumas amizades tem prazo de validade. Mas isso não diminui em nada sua intensidade. Gosto da data de aniversário porque é nela que eu demonstro o quanto eu gostei de passar mais um ano com aquela pessoa. E é claro que eu aplico essa ideia para a minha própria data de aniversário. Sempre passei meses planejando a festa, quem eu iria chamar, onde iria ser, o que iria tocar. Mas, como não sou religiosa, não forço ninguém a compartilhar minhas ideias.
Eis que no ano passado, estava desempregada, ficava o dia todo em casa e me sentindo sozinha. Resolvi marcar um aniversário especial, em algum lugar onde ninguém fosse reclamar da comida. Marquei no Outback porque sou apaixonada pela cebola de lá. Criei um evento no facebook e chamei quase 100 pessoas. Não queria que 100 pessoas fossem, mas queria que 100 pessoas soubessem que eu gostaria da presença delas. Muitas pessoas começaram a se desculpar dizendo que não poderiam ir ao meu aniversário. E eu já esperava por isso, afinal, resolvi comemorar a data num sábado à noite, dia 11 de junho, véspera do dia dos namorados. Mas a culpa não é minha se eu saí do útero um dia depois do dia 12.
Tinha aceitado todos os "já tenho um compromisso, fica pra próxima" menos de uma pessoa. Minha amiga de verdade, uma das poucas pessoas que eu contei quase tudo sobre minha vida comentou no evento algo como "você sabe que quem namora não vai poder ir, né? Vê se tem alguns solteiros que podem ir com você". Em um único comentário ela disse que eu era: encallhada, sozinha, e que ela, feliz em seu relacionamento perfeito, não poderia sair na véspera do dia dos namorados para me ver.
Parece demais, mas foi o que senti. Cancelei o evento e não comemorei nada. Se meus amigos não querem demonstrar o quanto estão felizes por mais um ano na minha presença, não irei obrigar ninguém. Sendo assim, reunindo todos esses dados, apaguei a data do meu aniversário do facebook e não marquei nenhuma comemoração.
Afinal, não é porque eu acredito na data de aniversário como um motivo para celebrar com a pessoa querida que os outros tem que fazer o mesmo, correto?
Mas, bem lá no fundo, eu gostaria muito de uma bela festa com todos aqueles que querem me dizer que o ano que passaram comigo foi muito bom e esperam mais um ano assim também.
Quando eu era pequena,
uma vez perguntei a minha mãe porque eu não enxergava de longe. Ela
me respondeu que era normal, que a partir de uma distância a gente
não enxerga mesmo. No carro, à noite, eu dizia que enxergava as
luzes dos carros e as luzes do aeroporto da cidade como grandes
bolas. Eu acho que meus pais achavam que eu estava inventando. Aos
nove anos, a “nerdinha” da sala foi recolocada no fundão, para
acalmar os ânimos do pessoal (imagine o quanto eu gostei de ser
popular e ficar no fundo, sem assunto, servindo como um “cala a
boca, galera”). Eu aprendi a ler aos 6 anos, no Jardim III com as
revistinhas da Turma da Mônica. Fui oradora da turma de formatura
porque eu já sabia ler e todo mundo ficou orgulhoso de mim. Então,
aos nove anos, no fundão, a professora me pede para ler na lousa.
Minha resposta infantil foi: “Eu não sei ler, fessora”. Ela
recomendou à minha mãe que me levasse no oftalmo.
Fiz os
exames e comecei a usar óculos. Mas não se engane, achando que eu
usava míseros 0,25 em cada lado. Meu primeiro par de óculos tinha
um grau um tanto assustador: 2,75. Lembro que minha mãe perguntou
porque eu nunca disse que não enxergava de longe. Mas é que quando
ela disse que a partir de uma certa distância a gente não enxergava
direito, eu achei que tava tudo certo. Só que a minha distância só
era bem menor do que o normal. Meu primeiro óculos era da Turma da
Mônica, formato gatinho, roxo em cima, rosa em baixo. Adorava aquele
óculos! Mas com ele, vieram algumas limitações. Tive que deixar o
time de handebol, não pude mais jogar volei com todo mundo, e até
as aulas de judô ficaram mais limitadas.
Depois do gatinho roxo
e rosa, veio um marrom grandão, um preto, um sem armação, um com
meia armação preta e, finalmente o meu atual, totalmente fechado e
vinho. Escolher óculos era sempre uma tortura porque eu sabia que ia
mudar completamente meu rosto. Mas me acostumei a enxergar o mundo
assim, meio quadrado. Saltei do sky coster sem ver onde estava de
verdade, e tranquilizei um menininho na montanha russa quando ele me
perguntou “você não está com medo da altura?” Eu, sem óculos,
sem enxergar um palmo na frente do meu nariz, respondi “claro que
não”. E ele se acalmou e se divertiu.
Nadar sem enxergar é
como nadar num mundo translúcido verde ou azul. Algo bem parecido
com a forma que Saramago descreve a cegueira branca. É nadar num
mundo aquático lodoso. A primeira vez que mergulhei de lentes e
óculos para mergulho, eu chorei. Jamais imaginei como o mundo
embaixo d'água pudesse ser tão lindo. Ir ver filmes de terror era
muito cômodo. Para não parecer uma medrosa completa, eu tirava os
óculos e ficava admirando uma tela gigantesca em blur. Quando estava
com raiva do mundo todo, pegava meu fone de ouvido e tirava os
óculos. Nada mais importava. Não via mais ninguém.
A única forma de me
fazer chorar imediatamente: quebrando meus óculos. Uma vez fui
atropelada (por uma bicicleta) e a primeira coisa que eu disse quando
abri os olhos foi perguntar pelos óculos. Uma pessoa embaçada me
respondeu que um carro tinha passado por cima deles. Comecei a
chorar. Treinando dança de espada, risquei uma lente; caí no
berreiro. Minhas lembranças bêbadas são todas embaçadas. Não por
causa do álcool. Mas porque alguém sempre tirava meus óculos e eu
nunca soube de verdade quem me ajudava.
Eis que amanhã irei
fazer a cirurgia de miopia. Meus atuais 5,50 (e 1,75 de astigmatismo)
poderão se dissipar para sempre. A cirurgia não me dá certeza
completa de que nunca mais terei miopia. E a grossura da minha córnea
permite que eu faça essa cirurgia apenas uma vez. Tenho uma única
chance de nunca mais usar óculos.
Sinceramente, não sei se
estou feliz por essa perspectiva. Me acostumei com o mundo
widescreen, com a opção de enxergar ou de ignorar o mundo à minha
volta. Eu até tomo banho de óculos para poder lavá-lo durante o
banho e deixá-lo sem gordura e limpinho. Costumo dizer que quando
acordo, a primeira coisa que eu faço é “por os óculos”; os
outros abrem os olhos. Para mim, de nada vai adiantar abrir os olhos,
não vou enxergar nada mesmo.
Estou apavorada com essa
cirurgia. Não sei se irei me acostumar com o mundo sem bordas, sem
sujeira. Com a probabilidade de eu poder passar rímel e não bater
os cílios na lente. Com a chance de ver o mundo embaixo d'água
perfeitamente. E principalmente, não sei se irei me acostumar a me
ver sem óculos. Sei que meu grau é alto e todos me perguntam “mas
você não vai fazer a cirurgia?” mas me acostumei com esse par de
vidro que me protege do mundo.
A USP está tomada e os jornais estão cansados (e cansando também) de falar dos "estudantes" ou "baderneiros" ou ainda dos "maconheiros" que estão protestando. Dependendo da linha editorial, a denominação para os manifestantes muda. Mas acho que só quem trabalha com comunicação presta um pouco mais de atenção à esses detalhes. Eu não vou dar a minha opinião sobre a invasão da USP ou sobre a administração do reitor porque eu nunca estudei lá e não posso falar sobre um lugar em que nunca estive (aliás, poder eu posso, mas não seria fundamentado). Eu vou falar de uma outra coisa que me irrita sempre porque eu vejo que o maior empecilho é uma coisa odiosa: a hipocrisia. Por isso, tomo o espaço do meu blog para divagar sobre coisas simples, para escrever o que eu penso sobre a legalização das drogas.
Eu sou a favor de liberar tudo. Primeiro porque eu sou uma pessoa justa. Se a Aninha pode ganhar uma boneca de Natal é injusto com o Pedrinho ficar sem o carrinho. Se eu posso comprar a minha cerveja e se minha mãe pode comprar o cigarro dela, qual é o problema do João ir até a padaria e comprar o beck dele?
1) As drogas financiam a violência.
Sim. Todos sabem do mundo violento e cruel das drogas. Todos sabem daqueles que são friamente assassinados por ter dívidas altíssimas com o traficante. Se as drogas fossem liberadas quem iria matar o devedor? A MasterCard?
2) Crianças trabalham para traficantes e perdem oportunidades de vida.
Se não houvessem traficantes nos morros, as crianças não seriam os falcões do tráfico, correto? Estariam fazendo qualquer outra coisa, brincando e sendo crianças, por exemplo.
3)Os traficantes do morro são os verdadeiros traficantes.
Opa. Um ponto que eu queria MUITO falar. Muitos comentam que os verdadeiros traficantes não estão nos morros, mas em mansões enormes e tals. No Brasil, infelizmente, existe uma coisa muito feia chamada "racismo". Aqui no nosso país ela é um pouco mascarada, mas acontece muito bem a mesma coisa que no filme "Crash, no Limite" quando a Sandra Bullock vê dois rapazes negros andando juntos. Ela logo pensa que os dois são criminosos e se afasta deles. Em terras tupiniquins não é diferente. Quantas vezes, moços "de bem" são parados por policiais e espancados simplesmente porque são negros? Agora a pergunta é: se um policial/ segurança visse um desses traficantes do morro, com suas correntes de ouro enormes, seus bonés para trás e suas camisetas de times de futebol saindo de um avião particular de um aeroporto, não acharia um pouco estranho? Não pediria para verificar a mercadoria? Minha singela opinião é que são pessoas "acima de qualquer suspeita" que possuem os jatos particulares que passam pela fronteira carregados de drogas.O traficante que aparece no telejornal nada mais é do que um dos grandes distribuidores do ~poderoso chefão~ engravatado que nunca vai fazer os policiais desconfiarem.
4) O SUS não teria como pagar pelas despesas que os viciados causariam ao sistema público de saúde.
Respondo a isso com dois argumentos. Primeiro: o SUS já não banca as despesas de quem tem uma crise de overdose de crack na crackolândia? Ou eles simplesmente não atendem o paciente porque "ele está sob efeitos de uma droga ilícita e não podemos tratar"? O aborto é ilegal no Brasil, certo? Mas o maior gasto do SUS é com curetagem, ou seja, a retirada de material placentário ou endometrial do útero. Explicando: a menina vai em uma clínica clandestina e faz o aborto. Mas quem realmente retira os restos da gravidez (que estão infeccionando e podem levá-la à morte) é o SUS. A hipocrisia ri dando gargalhadas. A pessoa que acredita que um aborto é um crime para Deus nunca vai abortar, mas eu acho um crime não dar a base para que essas meninas que fazem um aborto se tratarem da melhor forma possível. A mesma coisa acontece com o viciado em crise de overdose. O SUS já trata desses casos.
Segundo: o cigarro tem impostos altos, certo? E se as drogas fossem permitidas para apenas maiores de 18 anos (obviamente) e com um imposto 3, 4, 5 vezes o valor da droga? Quem aí acha que vai morrer de overdose de heroína - pela bagatela de cada dose custar uns 700 reais? Quem quiser realmente pagar mais de 500 reais em uma dose, com toda certeza tem um convênio particular e não vai gastar um centavo do SUS no seu tratamento emergencial. E mais: com esse imposto, duvido que o SUS não teria verbas.
5) Se legalizarem as drogas, o Brasil virará um país de drogados.
Por quê? Minha tia que gosta de ver tv vai começar a usar também? A minha vizinha que é crente vai abandonar suas visões de vida para comprar cocaína no mercado? Claro que não. Até parece que se legalizassem as drogas, no dia seguinte o carro de pamonha viraria o "carro da maconha" e até a sua avó ia comprar uns três tijolos para ficar de boa no final de semana. Quem nunca usou e não tem curiosidade, não vai usar. Simples assim. Quem já usava, vai continuar usando.
Um exemplo: minha mãe fuma há mais de 30 anos. Se ela chegasse em casa e eu estivesse fumando podem ter certeza que eu levaria uma bronca gigantesca. Se as drogas fossem legalizadas aquele filhinho de papai não vai perguntar durante as compras do mês "Ô, pai... vc já pegou o leite condensado? Posso comprar o beck então?" . A patyzinha que cheira 100 reais na baladinha de fim de semana não vai perguntar para a mamãe "Manhê, vou pegar meu absorvente e uns 100g de farinha, tá?". Gente, é ridículo pensar assim. As famílias conservadoras continuarão conservadoras e as mães de Nicanores vão continuar dizendo "porra, Nicanor, mas você usa todas as canetas para cheirar!". A diferença é que nenhum dos playboyzinhos citados vai ter que pegar o Crossfox deles e ir até a favela comprar. Podem ter certeza que eles vão adorar isso.
Eu ainda me pergunto por quê as drogas não são legalizadas. Eu acho de uma hipocrisia TÃO GRANDE acreditar que fechar os olhos é a coisa mais saudável para se fazer. Ou se revoltar com Tropa de Elite mas não deixar de ir à favela comprar só uns três becks. Ficar com pena das crianças de 9 anos completamente viciadas em crack no centro de São Paulo. Se elas tivessem que ir até o mercado, não pagar 5 reais, mas sim uns 40 pela mesma quantidade e ainda, não poderem levar por ser menor de idade, acho que elas não estariam completamente viciadas. Não legalizar é realmente financiar o tráfico. Tráfico que nem precisaria existir se a nossa sociedade fosse menos hipócrita.
Deixando bem claro: não sou socióloga, não posso fazer uma análise super profunda. Também não sou a dona da verdade. Se você tem uma opinião (dessas com argumentos) contrária à minha, sinta-se à vontade para comentar. Você vai me ajudar bastante, principalmente porque eu não consigo entender porque as drogas são proibidas. Talvez você me ajude a compreender.
É, eu sei. Estou há um bom tempo (quase um ano) sem escrever aqui. E eu poderia listar as desculpas esfarrapadas que me afastaram desse blog. TCC chegou, TCC ficou, tirou meu sono e se foi. Junto com ele a faculdade. O bloqueio psicológico porque eu queria fazer um texto emocionado de despedida, mas não quis me emocionar muito e deixei para lá; os meses desempregada e triste; as tentativas (aliás, muitas) de emagrecer e descobrir que eu tenho hipotireoidismo e por isso não conseguia emagrecer (mas isso eu deixo para um outro post), ter começado o tratamento e, em três semanas e sem qualquer dieta, ter perdido cinco quilos; a alegria de ter encontrado um emprego. Mas acho que o grande motivo de eu não escrever mais aqui foi o Garotas Geeks e o meu tumblr.
Calma, isso não signifique que eu odeio tudo e todos. Mas só que o GG me obrigava a ter um tempo só para ele e ele requer um cuidado maior, o Matinê me toma bastante tempo (já fiquei duas semanas lendo e relendo a HQ de Scott Pilgrim para vocês terem uma ideia). Então, o tempo que eu tinha para pensar na vida e postar aqui era drenado pelo GG e quando eu tava de bom humor, meu tumblr sugava minhas piadinhas. E aí eu deixava para outro dia. Aliás, essa minha mania de deixar para amanhã foi o que me fez perder o TCC (se você quiser saber o drama que foi, pode ouvir o podcast sobre faculdade no GG). E por isso, eu decidi: não vou mais deixar para depois e toda semana irei postar algo aqui.
E agora sim, lhes explico o porquê que eu cuspi para cima e caiu na testa. Se vocês lerem o meu about no GG irão ver que eu já fui trocada por video-game, que já tive namorados que preferiam a realidade virtual a mim. O último console que eu tive era o Mega Drive III e nunca me considerei nerd. Aí o blog sobre cultura geek cresceu e cresceu e eu fiquei muito, mas muito feliz mesmo com o sucesso que as meninas conseguiram com ele. E óbvio que eu voltei a jogar e tudo o mais.
E agora eu prefiro jogar Left 4 Dead a sair com meus amigos. E agora eu falo com orgulho que fui cobrir o game world e joguei o 3DS antes de todo o mundo. Levei alguns meses para conseguir alargar os dedos para fazer o símbolo de "Paz e Prosperidade na Galáxia" e reli toda a coleção de O Guia do Mochileiro das Galáxias e revi Star Wars. Eu não sei se fizeram feitiço, macumba ou coisa assim, eu só sei que estou bem comigo mesma e a vida é melhor para mim.
Mas não deixei de ser pé de cana porque todo dia quando chego em casa, eu tomo uma brejinha... ^^
Numa dessas madrugadas, a @laravendramini me lembrou de algo que eu gostava muito: Backstreet Boys. Já falei deles aqui, mas enquanto estava vendo os vídeos deles, me vieram à cabeça muitas das perguntas que eu faço quando vejo um clipe dessas bandas moderninhas ae: "O que me faz gostar deles?" "Por que eu gosto deles?" A única resposta que eu consegui pensar é: gosto deles e pronto. Não há explicação lógica para isso.
Aí, fui voltando no tempo que eu era fã de verdade deles. E lembrei de algumas coisas um tanto bizarras. Rolava uma baita rixa Backstreet Boys x N'Sync. Quem sou eu para dizer algo contra Cine x Restart?
Mas posso dizer uma coisa sim: Nenhuma fã de Bsb usava roupas de gosto duvidoso ou se declarava Família Backstreet. Principalmente porque todas se achavam esposas deles e não primas. #fikdik.
Vejam (caso tenham coragem) esse video de 1993, quando o Nick tinha 12 anos. O ritmo dessa música é uma tristeza, mas a versão que eu tenho do 1º single deles é bem melhor... (bem melhor é meio forte, mas...)
Como posso reclamar da voz de menininha de Justin Bieber?? Eu nunca vou dizer que acho a voz do Nick dessa época bonita (se é que a voz dele é boa) ou que eu fosse fã deles em 1993. Até hoje só escuto essa música quando estou afim de rir com vergonha alheia. E quando falavam que eles eram gays eu não fazia um video chorando e dizendo "Leave Bsb Aloone!!" ou "Puta falta de sacanagem"...
Depois de pensar muito, cheguei à conclusão que eu não vou mais ser do movimento "anti-coloridos". A partir de agora, irei ver como "coisa de adolescente". Assim como ninguém me enchia o saco por eu acreditar no amor verdadeiro, não vou encher o saco de ninguém que acha que aposta um beijo que você me quer e que verde limão combina com rosa choque e laranja. (MAS NÃO COMBINA).
Um grupo de amigos músicos está sentado numa sala tipicamente britânica, num dia cinza e chuvoso, tipicamente britânico. Cada um está relaxado, perdido em suas próprias divagações. De repente, um se levanta, vai até a escrivaninha, pega um lápis e escreve uma frase. Dessa frase outra sai, e magicamente, como todo o texto bom, ele sai sozinho.
Quem escreve (poemas, textos jornalísticos, crônicas, estórias) sabe que não precisamos pensar para escrever, as palavras parecem ter vida própria e saem de algum lugar desconhecido do cérebro e passam pelos nossos dedos como se fóssemos meros mensageiros das palavras. Como se nossa função fosse apenas a de servir de ponte, entre o mundo das ideias e palavras para o mundo físico das pessoas.
E assim, magicamente, as palavras ganham vida. Um logo pega a guitarra e copia um pouco (apenas um pouco) o ritmo de Chuck Berry, bem dançante. O mais brincalhão manda um “uuuuh” entre um verso e outro e faz com que a música fique bem divertida. Os quatro agora formam uma banda de verdade, não estão mais perdidos em seus próprios pensamentos. Todos querem fazer parte dessa brincadeira de fazer musica.
Finalizada a canção, levam a uma gravadora e fazem uma fita demo. Logo a música ganha as rádios locais, as rádios do centro da cidade, do país e do mundo. Logo eles estão em um avião próprio, com champagne. Vivendo a vida que eles tanto divagavam sozinhos em um canto de uma sala tipicamente britânica. Mas não pensam mais nisso. Só na solidão que o sucesso traz.
Param de compor como um grupo. Param de esperar a magia das palavras surgir em suas cabeças. Começam a compor pensando “agora o público vai gritar”. Deixam de ser pessoas criativas e se tornam máquinas fordistas de hits.
Antes que os Beatlemaníacos se expressem, essa é uma crônica fictícia. Twist and Shout foi escrito por Phil Medley e Bert Russel e gravado pela 1ª vez por The Topnotes. Depois ganhou uma nova versão com o The Isley Brothers e finalmente a versão dos Beatles cantada pelo então gripado e rouco John Lennon.
É com muita alegria que eu digo que meu blog está no seu segundo ano de aniversário!! Muito obrigada a todas as pessoas que entram e lêem um pouco dos meus pensamentos traduzidos em bits.Como ele é meu filho lindo, mas é virtual, no seu aniversário não pude comprar nenhum presente, o máximo que eu posso fazer é trocar "a roupinha" dele...
Sendo assim, lá se foi a cor verde, depois o caderno e agora estamos aqui. No preto e branco básico, com tons de cinza e luzes. Vocês gostaram? Ainda estou arrumando algumas coisas no código, por isso, por enquanto terá apenas o botão do Delicious aqui embaixo, mas em breve (espero que até amanhã) eu já irei deixá-lo muito mais charmoso e mais digital! hehe
O blog tem como intenção ser um apanhado de reflexões que eu faço durante alguns dias e seleciono um que eu achei mais interessante. Espero que ele continue assim, mas irá mudar um pouco. Uma vez por semana, irei por algo que aconteceu no mundo. Afinal, sou jornalista! (Tô quase lá, pelo menos).
Mas como é o último semestre do meu curso, sinto que ficará complicado postar 3 vezes como é minha intenção inicial. Sejam compreensivos, a louca (mas não muito cronista) tem um livro para escrever... E não deixem de acompanhar o Garotas Geeks que está cada vez melhor!
Tomando de Platão tão sábio pensamento, a cada dia chego mais a essa conclusão. Logo no final do meu curso, logo quando tenho que entregar um livro. É... sei que esse não é o melhor momento para pensar em tais dicotomias, mas a cada vez que eu começo a ler qualquer coisa sobre qualquer assunto, percebo que estou cada vez mais distante de me declarar uma profunda conhecedora de tal assunto.
No livro Senhor dos Anéis, Aragorn se casa em O Retorno do Rei? Não lembro, acho que não, mas no filme sim, mas meu personagem favorito é o Tom Bombadil!! Quem é o baixista do Metallica? Sei la... Gimme Fue, Gimme Fa, Gimme Dabajabaza! Qual chá tem maiores efeitos de emagrecimento: o verde, o branco, o vermelho ou o amarelo? O amarelo tem cheiro forte, o verde gosto ruim, tomo mesmo é o branco, mas não emagreci muito não... Qual a melhor teoria da Comunicação para explicar o fenômeno dos reality-shows no Brasil? Olha, me desculpa, mas tenho lido tanto McLuhan que já esqueci quase todas as outras teorias... Quanto é 65 dividido por 7? Paats... não pode ser por cinco?
Eu poderia citar outros ramos do conhecimento, mas acho que eu consegui explicar o que tem acontecido comigo. Acho que minha HD (vulgo cérebro) tem pouco espaço para armazenamento. Se antes eu lembrava de muita coisa, era porque só de "lembranças da minha vida" tinha uns 14 anos nela. Hoje, só essa parte são 23 anos...
O pior é que eu sei, ainda de cor, músicas de axé, pagode, bregas e sertanejo anos 90... Mas me perguntem como se resolve binômio de Newton para vocês verem... Alguém me explica por que nosso cérebro guarda tanta tranqueira? E quem souber como faz para dar uma boa "formatada" com back up eu agradeceria muito!
Olá a todos! Esse post não é uma crônica, mas é só para dizer que eu estou mergulhando de vez no mundo digital.
Quem quiser me seguir no Twitter, tem uma aba aqui ao lado com minhas tagarelices. Mas tenho um tumblr bem legal, porque eu comecei a achar que esse negócio de ter apenas um blog de crônicas me deixava muito séria e pensativa...
Desde o final de agosto, está no ar o projeto que eu e a @Qrolfashion elaboramos durante a estadia dela em Bauru ano passado, um site sobre tecnologia voltado para o público feminino: As Garotas Geeks. Ela não participa do site, mas a ideia original foi dela e minha. Quem quiser acompanhar as atualizações do site, esse é o twitter nosso! O site está bombando, em menos de 15 dias tivemos mais de 10 mil acessos!
Além disso tudo, aqui é o projeto do meu TCC. Está meio parado, mas os motivos são tristes demais para eu contar aqui. Vou contar depois tudo isso num post no Evolução Nerd depois.